InícioEgitoLuxorVale dos Reis Egito, as incríveis tumbas dos faraós em Luxor

Vale dos Reis Egito, as incríveis tumbas dos faraós em Luxor

O Vale dos Reis, o local das incríveis tumbas dos faraós em Luxor, no sul do Egito, é o principal destino turístico do país quando se fala em Egito Antigo.

A cidade, que se chamava Tebas, foi a capital do Império Egípcio, no período de maior esplendor dessa incrível civilização.

Por isso, a cidade possui grandes templos e sítios arqueológicos distintos. Entretanto, nada é tão impressionante e inusitado quanto o Vale dos Reis.

Para conhecer um pouco mais sobre Luxor, suas curiosidades e como é a cidade hoje, leia o texto Luxor, o coração do Egito Antigo.

Vale dos Reis e as Pirâmides

No Egito Antigo, os faraós eram sepultados em pirâmides. As mais famosas são as Três Grandes Pirâmides de Gizé, mas existem várias outras. Nessa época, a capital era Memphis, localizada no norte do país, próxima ao que é hoje Cairo.

Com o tempo, o costume de usar pirâmides como tumbas caiu em desuso e os egípcios encontraram outros meios de sepultar seus faraós. Foi aí que começou a ser utilizado o Vale dos Reis. Para saber mais leia: Diferenças entre as Pirâmides de Gizé e o Vale dos Reis de Luxor.

vale dos reis em luxor
Vale dos Reis Egito – Foto: Supermac1961 (CC BY 2.0)

Vale dos Reis Egito

O Vale dos Reis no Egito é um vale no meio de uma cadeia montanhosa. Quando você vê uma foto do Vale dos Reis, parece que não tem nada demais. Apenas um vale no meio de um deserto.

Isso acontece, porque as tumbas construídas ali estão dentro da montanha. Não existe nenhuma construção exterior, os murinhos de arrimo, que são possíveis de visualizar na foto, foram construídos para auxiliar o turismo.

O principal do local são as tumbas e foram construídas no interior da montanha. Os egípcios escavavam túneis subterrâneos, formando corredores e câmeras. Um trabalho muito difícil e demorado, sobretudo pela simplicidade das ferramentas de trabalho da época.

Algumas tumbas são menores, mas outras chegam a ter mais de 100 metros de extensão.

Os egípcios davam muito valor para seus sepultamentos, por isso os faraós começavam a  a pensar como seriam suas tumbas logo quando assumiam o poder.

Os faraós que reinavam por um longo período tinham mais tempo para construir grandes tumbas, já os que reinavam por um pequeno período não tinham tempo suficiente para fazer grandes obras, por isso as tumbas ficavam menores e muitas vezes inacabadas.

Leia também: O que fazer em Luxor, veja as atrações turísticas

Desenho nas paredes no Vale dos Reis
Desenho nas paredes no Vale dos Reis Egito – Foto: reibai (CC BY 2.0)

Paredes das tumbas no Vale dos Reis

O que torna as tumbas do Vale dos Reis tão especiais são as paredes. Elas eram esculpidas e depois pintadas. Em algumas tumbas as cores ainda estão vivas! Nem parece que elas foram pintadas há mais de 3 mil anos.

O que havia dentro das tumbas

Os egípcios acreditavam que a morte do faraó era apenas uma passagem para um outro lado de onde eles continuariam reinando.

Por isso, eles começavam a fazer suas tumbas assim que assumiam o poder. Quando morriam, não apenas o corpo mumificado do faraó era colocado nas tumbas, mas também todos os seus pertences pessoais.

Infelizmente, as tumbas foram saqueadas e acredita-se que muitas delas foram saqueadas ainda no período do Egito Antigo. Apenas uma tumba do Vale dos Reis no Egito foi encontrada intacta.

Interior da tumba de Tutancâmon quando descoberta, foto de 1922. Fotografia da Universidade de Oxford

Tumba de Tutancâmon

A única tumba que foi achada intacta foi a do faraó Tutancâmon. Por sorte, os saqueadores não a encontraram, porque segundo o guia nos contou, foi construída outra tumba ao lado. Por isso, as rochas que eram retiradas nas escavações dessa outra tumba foram jogadas na entrada da tumba de Tutancâmon, deixando-a escondida. Apenas em 1922, a tumba foi descoberta pelo arqueólogo Howard Carter.

Tumba faraó Tutancâmon
Tumba de Tutancâmon no Vale dos Reis Egito – Foto: Chuck Siefke (CC BY 2.0)

Na tumba de Tutancâmon foram encontrados mais de 5 mil objetos entre camas, trono, estátuas. O objeto mais famoso encontrado foi a máscara mortuária de ouro, que se encontra no Museu Egípcio do Cairo.

Tutancâmon nem foi um faraó importante, reinou por pouco tempo, morrendo aos 19 anos. Pelo que foi encontrado na tumba de Tutancâmon é possível imaginar o que haviam nas tumbas dos faraós mais importantes do Egito, como Ramsés II que reinou por mais de 60 anos.

Tumbas abertas a visitação

No Vale dos Reis existem 63 tumbas. Nem todas são abertas ao público, apenas 15 delas, entre elas estão: Ramsés I, Ramsés III, Ramsés IV, Ramsés IX, Sethi I, Siptah, Merenptah, Thutmose III, Thutmose IV, Mentuherkhepshef, Tausert/Setnakht.

Leia também: Onde se hospedar em Luxor, Egito

Ingressos para o Vale dos Reis

O ingresso custa £E 100 EGP, Libras Egípcias, (R$18); estudantes pagam meia. O ingresso dá direito a entrar em três tumbas, entretanto para entrar em três delas é preciso pagar a parte: Ramsés IV £E 50 EGP (R$9); Tutankamon £E 100 EGP (R$18) e Sethi 1° £E 1.000 EGP (R$180). Valores de 2017.

A tumba de Sethi é a maior de todas, dizem que é bem interessante, mas não vale o valor cobrado. A de Tutankamon não tem nada demais, é pequena, mas como ficou famosa por ter sido a única achada intacta ainda com os pertences do faraó, é cobrado a parte. Atualmente, os pertences de Tutankamon estão no Museu Egípcio do Cairo e algumas poucas coisas no Museu de Luxor.

Quais tumbas escolher para visitar?

Essa é uma tarefa difícil, já que são várias. Como contratei um guia, deixei ele escolher as tumbas. Então visitamos: Tutmés II, Tausert/Setnakht e Ramsés IV. Li em relatos de outras pessoas que visitaram as mesmas tumbas; parece que esse é o padrão. Essas não são as três tumbas mais bonitas, mas são de três épocas distintas, por isso é interessante para ver as mudanças.

Tumba de Tausert Setnakht
Tumba de Tausert/Setnakht no Vale dos Reis Egito – Foto: Neithsabes (CC BY 2.0)

A tumba de Tutmés II foi uma das primeiras tumbas a serem construídas no Vale dos Reis. As paredes são pintadas em apenas duas cores: preto e vermelho. As paredes não possuem esculturas (alto relevo). Por isso, essa é uma tumba bem diferente das demais.

A segunda tumba foi usada por dois monarcas: Tausert e Setnakht. A rainha Tausert que construiu a tumba. Depois que ela morreu, seu marido Setnakht assumiu o poder e decidiu utilizar a mesma tumba, mas sem apagar os registros da mulher. Essa é um das maiores tumbas do Vale dos Reis e possui algumas partes bem coloridas.

A última tumba que visitei foi a mais bonita, a de Ramsés IV. Essa tumba foi aberta há séculos atrás, por isso existem escritas de grego clássico e de cristãos cooptas nas paredes. Apesar da tumba terem ficado aberta, se manteve muito bem preservadas, possuindo cores vivas.

Uma outra tumba que o guia disse que também é bem bonita, mas não tanto quanto a de Ramsés IV é a de Ramsés IX.

Onde fica o Vale dos Reis Egito

O Vale dos Reis fica em West Bank, a margem oeste do Rio Nilo. No Egito Antigo, a margem leste era destinada aos vivos, por isso é onde ficava a cidade, os bairros residenciais e a maioria dos templos.

Já a margem oeste era destinada aos mortos, por isso era onde ficavam as tumbas, não apenas dos faraós, mas também de nobres e sacerdotes. Quase ninguém morava no lado oeste naquela época e o interessante é que até hoje ele não é densamente habitado, ao contrário da margem leste.

O maior problema para visitar é que o West Bank é um local de difícil de transporte. Por isso, indicamos você visitar com um tour, o que incluí um guia. Para saber mais sobre o tour e preços clique aqui.

Já para entender melhor sobre West Bank e conhecer atrações turísticas de Luxor leia o texto O que fazer em Luxor Egito.

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Foto de capa, tumba do faraó Ramsés I, foto de: Chuck Siefke (CC BY 2.0)
Felipe Zig
Felipe Zighttps://www.abraceomundo.com/
Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.

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