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Luxor, o coração do Egito Antigo e as dicas de quem visitou

Luxor, Egito é a cidade mais pitoresca do país. O Egito Antigo é cheio de histórias, lendas e fantasias. Quem nunca se interessou em saber mais sobre a história dos faraós e como vivia essa antiga civilização? O que pouca gente sabe é que Cairo não é a cidade com mais ruínas, templos e sítios arqueológicos no Egito, mas sim Luxor!

Cairo, no norte do Egito, é o local onde estão as famosas Pirâmides de Gizé e as pirâmides em degraus de Saqqara. Entretanto, todas as demais atrações do Egito Antigo ficam no sul do país; sendo Luxor, o coração do Egito Antigo!

Tebas, a antiga capital do Egito

Luxor é a principal atração para quem busca conhecer o Egito Antigo, porque a cidade foi a capital do império egípcio.

Esse período faraônico é dividido em três partes ou Impérios: Antigo, Médio e Novo. No Império Antigo a capital era Memphis, próxima a Cairo, época em que foram construídas as pirâmides de Gizé.

O Império Médio foi um período de crise e instabilidade. No final desse período, a capital foi transferida para Tebas, hoje Luxor, no sul do país.

O Império Novo é o período de maior prosperidade do Egito, época em que mais se construíram templos e que os limites geográficos do império mais se expandiram.

É também dessa época os faraós mais famosos da história: Tutankhamon, Seth e Ramsés. Como nesse período a capital do Império era Tebas, ela se tornou o centro político, econômico e religioso da região, onde se localizavam os principais templos do império e as tumbas dos faraós.

Busto de Ramsés II no Templo de Luxor
Busto de Ramsés II no Templo de Luxor

Além disso, como a cidade de Luxor fica no sul do Egito, região de menor desenvolvimento econômico e menos povoada, foi possível preservar melhor os sítios arqueológicos.

Ao contrário da região metropolitana de Cairo, parte mais rica e populosa do país, que cresceu muito no último século e avançou sobre vários sítios arqueológicos. Da antiga capital Memphis não sobrou nada!

Luxor, cidade cheia de história

Viajar para o Egito e não visitar Luxor não tem graça. Apesar da atração que mais chama a atenção do país ser as pirâmides de Gizé, é em Luxor que você sentirá o que foi o Império Egípcio. Além de entender como surgiu a cidade de Luxor no Egito, é possível visitar os grandes templos e mausoléus dos faraós.

Templos de Luxor

Luxor possui alguns templos, porém há especialmente 2 templos que são os mais famosos e interessantes. Para conhecer as outras atrações, leia nosso texto O que fazer em Luxor, onde falamos sobre as principais atrações turísticas de Luxor.

Templo de Karnak

O maior templo de todo o Egito Antigo e que foi por muito tempo o maior do mundo é o Templo de Karnak. Na verdade, não era apenas um templo, mas um grande complexo de vários santuários e prédios administrativos com uma área de 1,5 x 0,8 km. Hoje, sobrou apenas uma parte que está em ruínas, mas está sendo restaurada.

cidade de luxor
Templo de Karnak

Karnak não chega a ser um templo bonito, mas possui algumas partes grandiosas como o Grande Salão de Amón-Rá com impressionantes pilares volumosos. Foi nesse cenário que fizemos as fotos Save the Date do nosso casamento, veja uma foto abaixo.  Para ver mais fotos nossa acesse nosso Instagram @blogabraceomundo.

luxor egito
Nossa foto Save the Date no Templo de Karnak

Templo de Luxor

Outro templo que se parece um pouco com Karnak, mas é de tamanho bem menor, é o Templo de Luxor, que inclusive deu nome a cidade.

Entre os dois templos existia uma grande avenida de esfinges de 2,7 km de comprimento e 70 metros de largura. Atualmente, sobrou apenas uma pequena parte da avenida que se encontra próxima ao Templo de Luxor (foto abaixo).

Avenida de esfinges e Templo de Luxor
Avenida de esfinges com o Templo de Luxor ao fundo – Foto: Carlos Bustamante (CC BY-NC-ND 2.0)

estátuas de ramses Templo de Luxor
Templo de Luxor

West Bank de Luxor

Luxor é dividida em duas partes: o lado a oeste e a leste do Rio Nilo. No Egito Antigo, a margem leste era reservada aos vivos, onde ficavam os templos e as casas dos moradores.

Já, o lado oeste (west) era reservada aos mortos, por isso era o local onde havia as tumbas. E o local mais importante era o Vale dos Reis, onde ficavam as tumbas dos faraós.

Para saber mais leia Vale dos Reis, as incríveis tumbas dos faraós em Luxor. Além do Vale dos Reis, também há o Templo da Rainha Hatshepsut, que é o mais preservado e bonito de Luxor.

Templo da Rainha Hatshepsut luxor
Templo da Rainha Hatshepsut, em West Bank Luxor Egito

Quando ir a Luxor

Um outro problema do sul do Egito é o calor! Cairo, que está no norte do país, possui um clima ameno e inclusive faz frio em uma parte do ano.

Porém, o sul do país é quente o ano inteiro. No verão, as temperaturas passam de 33ºC, podendo chegar aos 45°C. Por isso, o verão é a baixa temporada em Luxor, já que ninguém consegue ficar andando sob o sol nessa época do ano.

Mesmo no outono e primavera, época que viajei, o calor é bem intenso. Então, é aconselhável fazer visitas em locais abertos no começo ou no final do dia. E é claro, passar bastante protetor solar e usar chapéu ou boné.

O inverno é a alta temporada, época em que a temperatura está mais agradável, em torno de 18°C. Nesse período que a cidade está mais cheia e os hotéis mais caros. Entretanto, como o Egito é um país barato, essa diferença de valores de hospedagem do verão para o inverno impacta pouco o custo final de uma viagem ao Egito.

Desidratação e insolação

Luxor possui muitas atrações turísticas ao ar livre e que possuem poucas sombras. Por isso, é preciso ter atenção para não tomar muito sol e passar mal.

Nós mesmos, tivemos problemas com o sol, já no primeiro dia que chegamos a Luxor. Visitamos o Templo de Luxor e ficamos muito tempo no sol bem no final da manhã. Isso nos causou indisposição, um pouco de tontura e nem conseguimos almoçar.

Seguro viagem Egito

Não é incomum acontecer insolação e desidratação em turistas em Luxor. Por isso, é importante você contratar um seguro viagem. Ele é uma segurança que você terá para receber atendimento médico ou mesmo receber uma passagem de retorno antecipado caso tenha algum problema mais complicado.

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Onde hospedar em Luxor

Escolher bem o local da hospedagem em Luxor é extremamente importante. No sul do Egito os hotéis são muito mal cuidados e muito sujos.

Quando viajamos a Luxor, nós não reservamos o hotel antes, chegamos na cidade e fomos procurar. Visitamos cerca de 5 hotéis e ficamos impressionados com a qualidade baixa e sujeira dos hotéis.

Por isso, é muito importante escolher com atenção o hotel em Luxor. Algumas das boas opções são o hotel de luxo Hilton Luxor Resort, o tradicional e também sofisticado Sofitel Winter Palace e o com ótimo custo-benefício Eatabe Hotel.

Para lhe ajudar nessa escolha, fizemos um texto exclusivo sobre esse assunto Onde ficar em Luxor. Nesse texto damos algumas dicas dicas e indicamos hotéis que valem a pena se hospedar em Luxor.

Luxor, cidade feia e suja

Depois de falar de todas os maravilhosos sítios arqueológicos de Luxor, vou falar agora sobre a cidade propriamente dita.

Luxor é uma cidade feia e suja. A cidade parece meio largada, com lixo na rua e muitas calçadas irregulares. A única parte bonita da cidade é o calçadão na beira do Rio Nilo. Esse é um lugar muito bonito e bem cuidado. O único problema são as pessoas lhe oferecendo serviços, o que acaba deixando o passeio desagradável.

ruas movimentadas do egito
Avenida em Luxor Egito – Foto: Dennis S. Hurd (CC BY-NC-ND 2.0)

Outro problema da cidade é que o poder público por muito tempo deixou construir prédios e casas muito próximos aos sítios arqueológicos. Há inclusive construções grandes. Isso tira um pouco o encanto do local. O templo de Luxor é o maior exemplo disso, pois ao lado do templo, a apenas 40 metros, existem vários prédios e hotéis, de até seis andares.

Hoje, o governo tenta tirar os prédios de locais que podem estar em cima de vestígios arqueológicos, como a Avenida das Esfinges. Mas, essa não é uma tarefa fácil! Nos últimos anos, foram retiradas todas as casas que estavam sobre o Vale dos Nobres em West Bank; desde então foram feitos trabalhos arqueológicos e foram encontrados algumas tumbas no local.

Vale dos Nobres, West Bank Luxor
Vale dos Nobres, West Bank Luxor Egito – Foto: Rüdiger Stehn (CC BY-SA 2.0)

Diferenças culturais de Luxor e Egito

O Egito possui muitas particularidades culturais. Algumas os turistas gostam e outras não. Entretanto, o que mais desagrada um turista estrangeiro em viagem ao Egito é a insistência dos vendedores. Esse é o aspecto mais chato de uma viagem ao Egito.

Se for na cidade de Luxor então, essa chatice chega a níveis estratosféricos! Se o turista não tiver jogo de cintura e bom humor, acabará ficando estressado e irritado com a situação. Porém, com algumas dicas que contarei é possível lidar melhor com essa situação.

Negociação diferente e vendedores insistentes

Em alguns países árabes, o jeito que se vende é diferente do que estamos acostumados no ocidente. Nos mercados tradicionais, os produtos não tem preço exato; o vendedor diz um preço alto, o cliente oferece um muito menor e eles vão negociando até chegar em um valor bom para os dois.

Por isso, uma das primeiras dicas do Egito é negociar bem antes de comprar qualquer coisa em um mercado.

Mercado de Luxor de noite
Mercado de Luxor

Até aí nenhum problema. O aborrecimento é porque em muitas cidades, sobretudo no sul do Egito, os vendedores são muito insistentes. Se você olhar para um produto, ele já começará a lhe oferecer.

Se você perguntar o preço então, é pior ainda! Mesmo se você sair da loja e continuar andando, o vendedor irá atrás de você, andando do seu lado e tentando lhe convencer a comprar o produto.

Como os mercados são estreitos, toda hora tem alguém lhe oferecendo algo. Por isso, os mercados podem ser lugares chatos para um passeio. Se você não tem paciência, fique lá apenas o essencial para comprar o que precisa.

Vendedores e taxistas mais chatos do mundo

Esses problemas de vendedores e prestadores de serviços serem chatos acontecem sobretudo no sul do país. Cairo é uma cidade grande e com uma economia dinâmica. Por isso, é algo que não acontece com frequência na cidade.

A pior cidade nesta questão é Luxor, porque além dos vendedores, os taxistas, os donos de charretes e donos de barcos lhe abordam a todo o momento na rua oferecendo os serviços.

Leia também: Onde se hospedar em Luxor, Egito

taxista em luxor egito
Taxista de Luxor Egito – Foto: Melissa Wall (CC BY-NC 2.0)

O local mais bonito de Luxor é o calçadão na beira do Rio Nilo. Apesar de ser um local muito bonito e agradável de caminhar, é justamente nessa parte que se concentram o maior número de pessoas oferecendo serviços aos turistas.

Para caminhar pelo calçadão você precisa de muita paciência! Toda hora vem alguém lhe oferecer algo e o pior é que eles lhe oferecem a mesma atividade várias vezes.

Um dono de barco lhe pergunta se você já fez o passeio de feluca, um tipo de barco egípcio, você diz que não tem interesse ou que já fez o passeio. Daí a 15 metros outra pessoa que já viu que você rejeitou o passeio de barco lhe pergunta de novo, oferecendo o mesmo passeio.

Por isso, uma caminhada de 200 metros significa várias pessoas lhe oferecendo algo, principalmente passeios de barco, táxi e carruagem.

Calçadão rio Nilo luxor egito
Calçadão na beirada do rio Nilo – Foto: Jim Rhodes (CC BY-ND 2.0)

Taxistas e condutores de carruagens

De todos os profissionais que oferecem atividades e serviços para os turistas, os piores são os taxistas e os condutores de carruagem. Esses são os mais insistentes!

Eles não perguntam apenas se você quer um táxi ou uma carruagem e sim se você já foi a West Bank (margem oeste de Luxor); se você fala que sim, eles lhe oferecem para ir ao templo X ou ao museu Y. E, tudo isso, caminhando ao seu lado, falando que fazem um bom preço, que um determinado lugar é incrível e que você precisa visitar.

Além disso, quando você consegue se livrar de um, chega outro oferecendo a mesma coisa.

Leia também: Como visitar West Bank em Luxor, Vale dos Reis e outras atrações

Charrete em Luxor
Charrete em frente ao Templo de Luxor

Como há várias pessoas oferecendo o mesmo serviço, eles tentam puxar um papo antes, sobretudo os taxistas que falam inglês melhor. Eles perguntam de onde você veio, se está gostando do Egito, o que está achando de Luxor, quais outras cidades pretende conhecer, etc.

Na primeira vez é até interessante, mas depois fica chato, pois todos perguntam as mesmas coisas. Duas horas de caminhada pelas ruas de Luxor já é suficiente para ficar irritado com os nativos e não querer mais caminhar pelas ruas.

Estratégias para ser menos incomodado

Apesar de ser um ambiente chato, existem algumas estratégias para fugir dessas pessoas oferecendo servi;os e atividades em Luxor, Egito. A primeira estratégia que todo mundo faz é dizer que já foi ao local oferecido; o problema nesse caso é que eles irão lhe oferecer outro local e depois outro.

A estratégia mais eficaz é ignorar por completo as pessoas. No começo, sempre que alguém chegar perguntando de onde você veio, o que acha do Egito, as pessoas respondem.

Mas, como aquilo é apenas para puxar conversa e depois lhe oferecer algo que você não quer comprar, é melhor fingir que não está ouvindo. Pode até parecer falta de educação, mas se você soubesse como essas pessoas são chatas e quantos “Where are you from?” você escutará em um dia, você entenderia.

A terceira estratégia é dizer que não fala inglês. Essa estratégia pode ser combinada com a anterior. Você não dá atenção, se a pessoa insistir muito, você diz que não fala inglês. Logicamente, você precisa falar isso com uma pronúncia bem ruim, para ela acreditar em você.

ruas de luxor egito
Ruas de Luxor Egito – Foto: Dennis S. Hurd (CC BY-NC-ND 2.0)

Luxor Egito, experiência única

Apesar de ser chato caminhar em alguns locais em Luxor, por causa da quantidade de pessoas lhe oferecendo passeios e serviços, essa não deixa de ser uma experiência interessante. É uma vivência única, que no final das contas acaba aumentado sua bagagem cultural.

Por mais que eu conte como se dão essas abordagens dos nativos, apenas estando lá para sentir o que estou falando. Existem vários outros fatores que ajudam a construir o contexto: o calor, as ruas mal cuidadas, as roupas típicas dos egípcios que mais parecem pijamas, a religião, o jeito deles se comunicarem.

Por tudo isso, uma viagem ao Egito é algo intenso e único. Muitas pessoas não gostam, porque o ambiente não é dos mais agradáveis. Porém, é uma vivência cultural extraordinária.

Golpes em Luxor e no Egito

Os turistas desavisados que desembarcam no Egito, terão uma visão distorcida da cultura e da convivência dos egípcios com os turistas.

Em um primeiro momento você acredita que as pessoas são muito receptivas. Porque, muitas pessoas puxarão conversas, perguntando de onde você veio, o que está achando do país, as cidades que pretende visitar, etc. Entretanto, elas estarão tentando vender alguma coisa para você, um passeio turístico ou uma corrida de táxi.

Isso, não é golpe, é apenas a estratégia para atrair clientes. Nestes casos, as pessoas já se apresentam como taxistas, condutores de carruagens, donos de barcos lhe oferecendo esses serviços.

Entretanto, existem ainda os golpes! Alguém que chega para lhe dar uma ajuda, diz que trabalha no seu hotel e que conhece uma agência de turismo, ou qualquer outra loja que seja muito confiável.

Toda essa história, na verdade, é um golpe! A intenção é te levar a um local em que ele ganhará uma comissão em cima de você. Para saber mais sobre como são os golpes no Egito, leia o texto: Egito, conheça os golpes mais comuns contra turistas.

OUTRAS MATÉRIAS SOBRE O EGITO:

-Diferenças entre as Pirâmides de Gizé e o Vale dos Reis de Luxor

-Pirâmides de Gizé, a parte mais turística do Egito

-Cairo, a caótica e interessante capital do Egito

-Abu Simbel, a joia do Egito Antigo

-Egito, conheça os golpes mais comuns contra turistas

Foto de capa, Templo de Luxor: undeklinable (CC BY-SA 2.0)
Felipe Zig
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Felipe Zig é jornalista, fotógrafo e apaixonado por viajar. Depois de conhecer mais de 20 países, decidiu criar o blog “Abrace o Mundo” para dar dicas de viagens e incentivar outras pessoas a viajar.